Friday, September 08, 2006



Reggae
Os rastas sempre buscaram um estilo de vida alternativo e sempre estiveram ligados a manifestações artísticas, como o artesanato, a pintura, a escultura e a música. A ilha jamaicana é marcada por uma grande diversidade musical, sendo o calipso e o mento alguns dos ritmos locais. Nas décadas de 50 e 60 o ska foi o ritmo musical mais popular, misturando elementos folclóricos jamaicanos com características da música negra americana. Nos anos 60 o ska foi sofrendo alterações, sendo tocado pelos músicos em andamento mais lento e deu origem ao rocksteady, pouco a pouco, o ritmo foi amadurecendo e os músicos foram recebendo maior influência da cultura e dos tambores rastafaris (batida do coração) em especial o músico Count Ossie. No final da década de 60, essa nova música passou a ser chamada de reggae ("coisa de rua", diz uma de suas definições), sendo Toots and The Maytals considerada a primeira banda musical do gênero. Este veio a ser o principal veículo para a transmissão da mensagem rastafari em todo o mundo. Uma numerosa geração de músicos, em sua maioria moradores dos guetos jamaicanos, tornou-se adepta da crença dos anciãos das montanhas e resolveu assumir a postura rastafari e dessa forma o reggae tornou-se um instrumento na militância do movimento, denunciando as agressões policiais, as injustiças políticas e as péssimas condições de vida na ilha jamaicana. Enfatizavam a fé em Jah Rastafari, a história de Marcus Garvey e incitavam os negros para voltarem à África, em especial para a Etiópia, vista por eles como o Monte Sião bíblico, a terra prometida. Renegavam por sua vez a mentalidade capitalista e chamavam de "babilônia" o mundo ocidental e todo tipo de opressão.
Continua na origem

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